terça-feira, 5 de abril de 2011

Bascos





Adaptado para estudos

A questão basca

ETA, ações terroristas pela independência dos bascos.

O surgimento de uma nação, em tese, envolve a definição de um território onde um grupo de pessoas dotado de um conjunto mínimo de características culturais e históricas consolidam certo sentimento de unidade entre si. No entanto, vemos que em diversos casos específicos, uma mesma nação pode agrupar grupos étnicos, culturais ou religiosos que não partilham dessa mesma sensação de pertencimento. Em geral, os grupos alheios à nação sofrem casos de discriminação ou, em outros casos, formam um movimento de independência.
Na região ibérica, a questão do povo basco exemplifica esse tipo de inadequação de um povo frente um determinado Estado Nacional. Os bascos, encravados na fronteira entre a Espanha e a França, correspondem a um povo dotado de uma cultura e língua própria. Estabelecendo um movimento nacionalista desde o século XIX, os bascos começaram organizar um movimento de emancipação durante a ditadura militar do general espanhol Francisco Franco (1939 – 1975). Durante o governo de Franco os nacionalistas bascos sofreram forte opressão, sendo proibidos de expressar qualquer traço de sua cultura.
Mediante tamanha opressão surgiu, em 1959, um movimento em prol da libertação do povo basco chamado Euskadi Ta Askatasuna (“Pátria Basca e Liberdade”), mais conhecido como ETA. Inicialmente buscando lutar contra a ditadura de Franco, o ETA foi desde sempre influenciado pelo socialismo. Com a queda do regime ditatorial, algumas conquistas políticas foram concedidas ao povo basco. No ano de 1979, o Tratado de Guernica concedeu algumas liberdades administrativas ao povo basco.
Essa primeira ação rumo à autonomia basca freou alguns setores do movimento, que se fragmentou em diferentes partidos políticos. No entanto, as alas mais radicais, mantiveram vivo o movimento e fundaram um partido político próprio: o Partido Batasuna. Agindo por meio de atentados terroristas o ETA volta e meia criava forte tensão dentro da Espanha. Ao longo de sua história, o ETA conseguiu a libertação de alguns de seus integrantes e assassinou cerca de trinta personalidades políticas.
Na década de 1990, diversos de seus líderes foram capturados pelas autoridades, o que acabou reduzindo o grupo a cerca de 200 integrantes. Mesmo assim, em 1999, alguns atentados fizeram do grupo uma ameaça à estabilidade naquela região. Em resposta, autoridades da França e da Espanha uniram-se contra os terroristas do ETA. No ano de 2003, o poder judiciário espanhol decretou a ilegalidade do Partido Batasuna.
Em 2004, as novas eleições na Espanha e um grande atentado colocaram o ETA e a Questão Basca mais uma vez em evidência. Após a explosão de vários trens no dia 11 de março, o candidato conservador e então primeiro-mininstro José Maria Aznar responsabilizou o ETA pela autoria dos atentados. No entanto, logo em seguida, documentos comprovaram que as explosões eram de responsabilidade da Al Qaeda. Notando que Aznar utilizou dos atentados buscando promover sua candidatura, a população espanhola deu a vitória ao candidato socialista José Luís Zapatero.
Zapatero, que desde sua campanha se mostrou aberto ao diálogo com os bascos, tenta hoje amenizar a possibilidade de novos atos de terrorismo por meio da revitalização do ETA. Em 2006, o lideres do ETA anunciaram o fim da atuação terrorista do movimento. No início de 2007, o movimento voltou atrás e anunciou o fim do cessar fogo e o rompimento com o governo de Zapatero. Sem uma definição final ou a criação de um Estado Independente, a questão basca assinala um foco de tensão que, vez ou outra chama a atenção dos noticiários internacionais.
 

Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola









Curdos



Os Curdos

Por Wagner de Cerqueria e Francisco

 
Curdos


Com mais de 26 milhões de pessoas, os curdos formam a maior nação do mundo sem Estado. Esse povo está distribuído nos territórios da Armênia, Azerbaijão, Irã, Iraque, Síria e Turquia. Nesse sentido, esse grupo étnico reivindica a criação de um país próprio, denominado Curdistão.


A organização social desse povo baseia-se na formação de clãs, sendo que, em várias regiões, o idioma utilizado é o curdo. A maioria é mulçumana sunita, cuja principal atividade econômica é o pastoreio e a produção de tapetes artesanais.


O movimento separatista curdo é reprimido com bastante violência, sobretudo no Iraque e na Turquia. Durante a década de 1970, o então presidente do Iraque, Saddan Hussein, iniciou uma campanha de perseguição ao povo curdo. Esse período foi marcado pela destruição de cidades e vilas, além de assassinatos com a utilização de armas químicas. Estima-se que 3 mil curdos foram mortos no Iraque por envenenamento por tálio (metal pesado utilizado para matar ratos). Saddan Hussein, em 1988, ordenou um ataque com armas químicas na cidade curda de Halabja. Nessa ocasião, foi utilizado gás sarin (afeta o sistema nervoso) e gás mostarda (desencadeia lesões na pele), provocando a morte de mais de 5 mil curdos.


Na Turquia, que abriga mais de 14 milhões de curdos, é proibido o estudo da língua curda nas instituições de ensino. As perseguições se intensificaram a partir do século XX, pois o principal grupo separatista, o Partido dos Trabalhadores do Curdistão, passou a reagir às repressões do governo turco, dando início a uma luta armada. Esse conflito resultou na morte de mais de 40 mil pessoas, sendo a maioria da etnia curda.


Mesmo com “pressões” da comunidade internacional, persistem os ataques ao povo curdo em vários países. Portanto, torna-se difícil uma solução eficaz para os curdos, visto que nenhuma nação quer ceder parte do território para a formação do Curdistão.




Primeira Guerra Mundial

Atenção!!


Slide sobre a Primeira Guerra Mundial.


By Prof. Eliane (História)


Segue o link!

https://docs.google.com/present/edit?id=0AXy2_KNIo-GiZGdua3djdnhfMGcyODRmY2Ru&hl=en

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Muro de Berlim, al-Qaeda e Brasil - Qual a relação?

O muro de Berlim, acompanhe pelo link!



Faça uma análise sobre essa notícia, que revela comentários de Frederick Taylor (pesquisador britânico), autor de “Muro de Berlim”, uma das obras mais completas sobre o assunto e do historiador norte-americano Jeffrey Engel. Segundo eles, existem um misto de caos e progresso acerca do assunto.

Você concorda com eles? O muro não deveria ter caído?
Foi melhor para o mundo, independente das situações?

Aguardo o seu comentário.


Veja, também, vídeo e as fotos do "muro da vergonha"!

domingo, 3 de abril de 2011

Cruzadinha

Parar de vez em quando e fazer uma palavra cruzada, distrai a mente e, além de tudo, melhora o vocabulário!

Obs.: Só em momentos livres, Ok?

Segue o link

https://docs.google.com/document/d/1UKbPpF_4falNa-Dz1PO9KHjUHLStjEbTe7d70ODNB3o/edit?hl=en#

Resposta na quinta 07/04!

O Muro de Berlim

Um breve relato sobre a história do Muro de Berlim.


Veja o link!


https://docs.google.com/document/d/18pVPad6rFzmTG1oXFCCmlm_cXK2dP5phe4X5e0YsXhg/edit?hl=en&pli=1#

COMECON



COMECON
Bandeira do Comecon

Sigla de Conselho para Assistência Econômica Mútua, uma associação econômica entre a União Soviética e os países do Leste europeu, que incluiu também o Vietnã e Cuba. Foi fundado em 1949 e visava a integração das países da Europa Oriental. O COMECON surgiu como resposta soviética ao plano edificado pelos Estados Unidos, o Plano Marshall, que visava apoiar a reconstrução econômica da Europa Ocidental.